domingo, 5 de maio de 2013

Sentido

O que julgava ter
Fugiu-me por entre os dedos
Ou será que ainda é meu?
Arrogância é ligar o pertencer
À dor de não poder ter

Sortudos serão os outros
Aqueles cujo toque tudo transforma
Vem de encontra à sede da posse
Hipnotizados pela canção da ganância

Hoje o tempo passou sem nos avisar
Há-de haver um luar sem fim
Por fora de ti
Por fora de nós
A toda a hora confundo o eu de mim

Já nada interessa
Parte para outra conversa
Foge da pena sem sentido
Aprisionada pela liberdade
Às vezes sou eu que puxo
Quando estás longe

Viagens ao centro do ser
Sonha que não estás só
A vontade criada pela coragem
Ninguém quer nada de nada
Repito
Ninguém quer nada de nada
Repete
Ninguém quer nada de nada!

Tenho vergonha disto
Custa muito perceber?
Gostava, mas não consigo
Consegues?
Elucida-me com a tua ironia
Queria que tudo fizesse sentido
Mas adoro perdê-lo...

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