Renasce, deixa que aconteça
Reza, para que não desapareça
Nessa ilusão começo a sentir
O orgulho crescer
Transforma a visão a cada progresso
Transgride regras desenhadas pelos mitos
Transmite valores proliferantes
Transcreve lendas do mundo bom
Transnoita viajando pelos universos frágeis
Renasce, deixa que aconteça
Reza, para que não desapareça
Nessa ilusão começo a sentir
O orgulho crescer
Se sei o que mais ninguém sabe
Tu matas o imortal
Se acho que as estrelas brilham
Tu tocas o infinito
Se aguento a descrença credível
Tu ajudas os actores do medo
Significados espalhados pelo chão
É óbvio que mentes com prazer
Mas no fundo da razão
Aprendes a sorrir e não sofrer
As unidades fazem o conjunto
Surgem blasfémias na prisão dos reféns
Os justos esperam-te como líder
Agora volta, evoca a aflição moral
E deixa que o bem se sobreponha ao mal
domingo, 31 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
Marinheiros
Marinheiros do barco das três dimensões
Naveguem por mundos nunca antes desvelados
Sigam os pássaros lendários
Guias perpétuos da cidade do amor
Odisseias desmedidas foram reveladas
Haverá razão para tanto sofrimento?
E se inventássemos o mar de volta?
Vamos partir para ficar
Amar para sonhar
Velas a estibordo na nau gigante
Abrigam os serventes estipulados pelos antigos
Cada missão é alcançada
Nos vários eus coleccionas os teus amigos
Chegado o destino
Olhas como que através do horizonte
É que hoje estou quase a cair
Seguras-me pela mão?
Segredas-me ao ouvido o mais subtil pormenor
Ouvi com todas as letras o teu pedido:
"Quero voltar para a ilha"
Naveguem por mundos nunca antes desvelados
Sigam os pássaros lendários
Guias perpétuos da cidade do amor
Odisseias desmedidas foram reveladas
Haverá razão para tanto sofrimento?
E se inventássemos o mar de volta?
Vamos partir para ficar
Amar para sonhar
Velas a estibordo na nau gigante
Abrigam os serventes estipulados pelos antigos
Cada missão é alcançada
Nos vários eus coleccionas os teus amigos
Chegado o destino
Olhas como que através do horizonte
É que hoje estou quase a cair
Seguras-me pela mão?
Segredas-me ao ouvido o mais subtil pormenor
Ouvi com todas as letras o teu pedido:
"Quero voltar para a ilha"
domingo, 24 de março de 2013
A loucura é uma bênção
O dia apareceu sem acabar
Nunca teve jeito para fazer brilhar
Se soubesse começar
Esquecia a forma de terminar
Rebentaram as incongruências lúcidas
Surgem sem avisar no sótão da mente
O invisível mundo ressurge divinamente
Passando pelas paredes translúcidas
Que simulação é esta?
Simulacros do que já foi e não volta a ser?
Nada é igual a tudo
E tudo é igual a pouco
A criação personalizada vai progredindo
A cada passo evoluindo
Deitando os braços à inspiração
Porque ela não tem apenas uma cara
São várias
Divididas nas personalidades do mais puro louco
Só no auge da vida tens a noção
De que a loucura é uma bênção...
Nunca teve jeito para fazer brilhar
Se soubesse começar
Esquecia a forma de terminar
Rebentaram as incongruências lúcidas
Surgem sem avisar no sótão da mente
O invisível mundo ressurge divinamente
Passando pelas paredes translúcidas
Que simulação é esta?
Simulacros do que já foi e não volta a ser?
Nada é igual a tudo
E tudo é igual a pouco
A criação personalizada vai progredindo
A cada passo evoluindo
Deitando os braços à inspiração
Porque ela não tem apenas uma cara
São várias
Divididas nas personalidades do mais puro louco
Só no auge da vida tens a noção
De que a loucura é uma bênção...
terça-feira, 19 de março de 2013
Cidade antiga
Quando a pedra descola o passeio
Os viajantes das ruas antigas observam
De mãos dadas saltaram o receio
Esperando ver o que os espelhos lhes reservam
Pois à beira de cada rio
Fundem-se imperfeições escondidas
Sorrindo para o amor frio
Encontram as suas vidas perdidas
Já fui e não voltei
Antes eras e ficaste
O teu eu sem ti
O meu eu contigo
A madeira surge macia ao toque
Cada vez forçada a arder
Tudo isto é algo escuro e sujo
A visão alterada julga ser eficaz
Os viajantes das ruas antigas observam
De mãos dadas saltaram o receio
Esperando ver o que os espelhos lhes reservam
Pois à beira de cada rio
Fundem-se imperfeições escondidas
Sorrindo para o amor frio
Encontram as suas vidas perdidas
Já fui e não voltei
Antes eras e ficaste
O teu eu sem ti
O meu eu contigo
A madeira surge macia ao toque
Cada vez forçada a arder
Tudo isto é algo escuro e sujo
A visão alterada julga ser eficaz
Som do trompete
Fica
Fica comigo por um momento
Sente
Sente o falso acreditar
Como nos tornámos em pó?
A partir das nuvens voaremos
Pelos ventos rasgando os sóis
Juntos, amarrados num só
É fácil negar
Vivemos todas as vidas
Viciado no som do trompete
Justificámos insensíveis razões
Vinga-te
Vinga-te do sangue derramado
O famigerado ódio mal amado
Não voltará mais
Pois na frente da alta alma
Como as linhas da tua palma
Manterás os trunfos vitais
Fica comigo por um momento
Sente
Sente o falso acreditar
Como nos tornámos em pó?
A partir das nuvens voaremos
Pelos ventos rasgando os sóis
Juntos, amarrados num só
É fácil negar
Vivemos todas as vidas
Viciado no som do trompete
Justificámos insensíveis razões
Vinga-te
Vinga-te do sangue derramado
O famigerado ódio mal amado
Não voltará mais
Pois na frente da alta alma
Como as linhas da tua palma
Manterás os trunfos vitais
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