sexta-feira, 19 de abril de 2013

Memórias

Estamos de volta ao teu prazer
Acutilantes diversões sem saber
Qual o mais intrépido perigo
Na amizade do nomeado verdadeiro amigo

Practicas diferentes tipos de ilusão
Sempre segura com o mundo na mão
Prevês o passado na tua bola de cristal
Vives no futuro prevendo o presente mensal

Mudas de alma como de pele
Doce falsidade como mel
Inspirada numa voz
Questionas o porquê de ter existido um nós

Recordas felicidade nos instantes
Quando chegaram a ser amantes
Uma das maravilhas das histórias
É poderem apagar memórias

Nostalgia

Sensações de nostalgia vagueiam pelo ar
Foram tempos passados, tempos vividos
Memórias lançadas nas ondas de um mar
Na esperança de virem a ser repetidos

Repleta de gargalhadas a irmandade ficou
Guardamos em nós as aventuras da utopia
Hoje sei que da saudade nada sobrou
Criámos ligações na base do que cada um queria

São só coisas

Devaneios, são só devaneios

Rasga, puxa, cola, pinta
Mexe, toca, sente, corre
Passeios, são apenas passeios

Respira, olha, cospe
Arranha, grita, come
Desejos, são apenas desejos

Fecha, parte, bate
Sorri, salta, suspira
Bens, são apenas bens

Coisas, são só coisas...

Prelúdio

Pensei em contar-te o silêncio da história
Seduzir-te com o encanto das palavras
Mas perdi, foste tu quem gritou vitória
Em cada canto do pensamento quis saber onde estavas

Os ruídos vão crescendo
A sirene da mágoa começa a tocar
No prelúdio da vida encontro conforto
Passei à frente da fila, já não quero voltar

Se a vida é uma peça de teatro
Então vive até ao fim deste acto
As personagens revelam-se no fim
Tenta fugir sem quebrar o pacto

Eu quero estar lá
Naquele lugar reservado
Não vou esperar por ti
Ouve com atenção o meu grito calado