domingo, 6 de janeiro de 2013

Olho cego

O pó dança no ar
As árvores mascaram-se de branco
Quem quererão enganar?
Algumas deslizam pelo barranco

Falas como se não ouvisse
Quero ser teu, quero ser teu
Tocas como se não sentisse
Quero ser eu, quero ser eu

Cheira a alegria
Como se o passado tivesse voltado
É um erro pensar em demasia
Se com isso ficares amarrado

Falas como se não ouvisse
Quero ser teu, quero ser teu
Tocas como se não sentisse
Quero ser eu, quero ser eu

O pó fugiu
As árvores estão pretas
Revelaram-se as demais
Ninguém julga o que não vê
O olho é cego se não crê

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